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Haveria resistência na distopia?



Pensar em termos de literatura, resistência e distopia, como coisas interligadas seria possível? Mesmo tendo-se em mente o termo distopia em sua acepção mais radical, sua noção de pesadelo, de catástrofe, de desolação? Nesse sentido talvez seja indicativo e de interessante lembrança que num dos mais severos modelos de totalitarismo distópico, Winston a seu modo resistiu com seu diário. Júlia resistiu até mais que ele. Num modelo de sociedades totalitárias observadas pelas lentes do distopismo, a resistência talvez seja pré-requisito.

Nesse sentido, as inter-relações entre resistência e distopias podem ser observadas - e discutidas - neste Dossiê que saiu publicado pela revista Literatura & Autoritarismo. Tive a oportunidade de colaborar com o prof. João Luis Pereira Ourique na organização deste material, que reúne interessantes e consistentes artigos acadêmicos que divididos em duas seções abordam justamente, resistência e distopia. O conjunto é interessante material de pesquisa não apenas para estudos literários, mas para análises de como tais temáticas reverberam nas sociedades presentes.

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