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Tipo à Toa e a Árvore



Tipo à Toa vivera bem mais que duas décadas à sombra de generosa árvore. Sob a bela e rica sombra aproveitara das facilidades daquela brisa segura, e mais do que isso, com a experiência e com as adulações, aprendera a tirar da grande árvore o melhor de sua seiva, da qual bebeu por um longo e longo tempo. 

Mas Tipo à Toa era destes do apenas "venha a nós" a "vosso reino nada", e assim, mesmo empanturrado de seiva, água fresca e sombra, encontrava razões sobre razões para reclamar e querer mais. No fundo, Tipo à Toa julgava-se bolachinha Negresco, jamais uma Bistex. Em seu pensamento, era ele o melhor e só aceitava o melhor. 

Mal-agradecido, quando novos ventos chegaram à arvore, exigindo de Tipo à Toa novos comportamentos, quiçá mais humildade, ele, depois de décadas bebendo e elogiando aquele néctar, passou a ser visto vagando pelas ruas, pregando que se cortasse a frondosa árvore.

Crônica publicada no Jornal Destak desta sexta-feira.

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