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Literatura fantástica e o golpe militar de 1964




A literatura fantástica é terreno de intenso debate acadêmico, especialmente no que se refere às características do gênero, ou mesmo suas subdivisões. Sua forte presença entre nós até mesmo leva a alguns até mesmo a confundirem gênero e movimento, coisas bem distintas, por certo. No caso da literatura brasileira podemos ainda reforçar que em seus diferentes momentos - e movimentos - o elemento fantástico está presente em nossa literatura. 

Mas é especialmente no período após o Golpe Militar de 1964 que veremos este gênero tomar formas de movimento - ou de necessidade - sendo origem das principais referências nos seus diferentes segmentos, do insólito de José J. Veiga ao realismo mágico de Érico Veríssimo. Sobre este momento de nossa literatura é interessante observarmos o que diz Antônio Candido:

Outra tendência é a ruptura, agora generalizada, do pacto realista (que dominou a ficção por mais de duzentos anos), graças à injeção de um insólito que de recessivo passou a predominante e, como vimos, teve nos contos do absurdo de Murilo Rubião o seu precursor. Com certeza foi a voga da ficção hispano-americana que levou para este rumo o gosto dos autores e do público. (CANDIDO, 1989, p.210).

Estas questões, especialmente os autores citados, e a produção literária durante o período da Ditadura Civil Militar no que tange ao gênero fantástico, é que discorremos, numa coautoria minha com o Prof. Dr. João Luis Pereira Ourique, no artigo Bois, Cachorros, Reis Barbudos e Mortos Insepultos: O Realismo Mágico na Literatura Brasileira Pós Golpe Militar de 1964, publicado na revista Literatura e Autoritarismo em seu nº 32.

Vocês podem baixar o artigo neste link, ou ler abaixo:

  

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